Henri Cartier-Bresson - Dica Cultural

Henri Cartier-Bresson é sem dúvidas um dos fotógrafos mais importantes da história, impactando como inspiração para muitas pessoas que seguiram na área olhando os feitos de Henri. E nesse texto vamos conhecer um pouco mais sobre quem foi HENRI CARTIER-BRESSON.

O início e sua relação com a fotografia

Nascido no dia 22 de agosto de 1908, em Chanteloup, uma comuna localizada na França, Henri Cartier-Bresson chegou ao mundo como filho de pais donos de uma empresa textil da região, com finanças estáveis. E desde muito cedo, Henri demonstrou um apreço muito grande pela arte, principalmente ligada à pintura de surrealismo. Essa paixão o acompanhou durante toda a sua vida.

Porém em 1928, ele começou a cursar literatura na Universidade de Cambridge, na Inglaterra, onde abandonou o curso já em 1929. Foi apenas em 1932, quando passou um ano na Costa do Marfim, que Henri conheceu e adquiriu uma câmera Leica 35mm, seu modelo preferido e que despertou a sua paixão pela fotografia. Já no ano seguinte, em 1933, realizou a sua primeira exposição fotográfica na galeria Julien Levy, em Nova York.

"Return to Life"

Já com uma carreira fotográfica em ascensão, com alguns projetos no México, Henri Cartier-Bresson foi se aventurar em mais uma área, a cinematografia. Em 1935 ele estudou a área com Paul Strand, um fotógrafo e cineasta norte-americano. Logo em seguida, durante os anos de 1936 até 1939, Henri atuou como assistente de algumas produções de Jean Renoir, um cineasta e escritor francês, uma das produções foi o filme “A Regra do Jogo” de 1939.

Entretanto, durante o ano de 1938, o próprio Henri Cartier-Bresson lançou um documentário que ele mesmo dirigiu. “Return to Life” retrata os cuidados com a saúde das pessoas durante as batalhas da Guerra Civil Espanhola, acompanhando o progresso do novo governo republicano.

Foto: Filme "Henri Cartier-Bresson: The Modern Century"

Prisioneiro de Guerra

Com a sua fama cada vez maior, em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, Henri foi convocado para fazer parte da unidade de cinema e fotografia do exército francês, porém, acabou sendo capturado e preso pelos soldados alemães no mesmo ano.

Só na sua terceira tentativa de fuga, em 1943, ele finalmente conseguiu a sua liberdade, se juntando posteriormente à resistência francesa. Durante os anos de 1944 e 1945, Cartier-Bresson registrou a ocupação da França e sua libertação de Paris do controle alemão. Algum tempo depois ele fez o documentário “Le Retour” (O Retorno).

Foto: Barricadas na Rue de Castiglione / Henri Cartier-Bresson

Agência Magnum

Em 1947, Henri se uniu aos fotógrafos George Rodger (Inglaterra), David Seymour (Polônia), William Vandivert (Estados Unidos) e Robert Capa (Hungria) para a criação da Magnum Photos, uma agência de fotógrafos que opera até os dias de hoje, com sedes em algumas partes do mundo.

Foto: Logo Magnum Photos

Legado e Falecimento

Em 2003, aos 95 anos, junto de sua esposa Martine Frank, cônjuge desde 1970, e a filha do casal, Mélaine Cartier-Bresson, criaram a “Foundation Henri Cartier-Bresson” em Paris, como uma forma de homenagear e preservar a história de Henri, que além de registrar diversas fotografias histórias, acumulou diversos prêmios e honrarias durante toda a sua vida.

A fundação conseguiu ainda ser durante a vida de Henri, já que no dia 03 de agosto de 2004, na sua casa em Provença, na França, Henri Cartier-Bresson falecia em paz, mas deixou o seu legado e inspiração para diversos fotógrafos, jornalistas e artistas até os dias de hoje. Abaixou você pode ver algumas das milhares fotos que Henri tirou, muitas delas utilizando a Leica 35mm, o seu modelo de câmera preferida.

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