Panasonic Lumix ZS300 - Review
A Panasonic Lumix ZS300 chegou ao mercado com a missão de atualizar uma das compactas superzoom mais populares da Panasonic, a ZS200, lançada oito anos atrás. Passado tanto tempo, será que ela teve alguma evolução relevante? É isso que iremos apontar nessa avaliação.
Design e Ergonomia
Do ponto de vista físico, a Panasonic Lumix ZS300 é praticamente idêntica à ZS200. Mesmas dimensões, mesmo peso de 370 gramas, mesmo grip de borracha confortável na frente e no polegar. A câmera tem dois dials de controle de exposição, botões customizáveis, menu simples e funcional, além de carregamento via USB-C, uma atualização bem-vinda em relação à geração anterior.
O sensor e a lente também são os mesmos: sensor de 1 polegada com 20 megapixels e lente Leica equivalente a 24-360mm com abertura f/3.3-6.4. A qualidade óptica segue sendo boa, especialmente considerando o tamanho do conjunto, com nitidez consistente tanto na extremidade gran-angular quanto no teleobjetivo. A tela traseira ganhou mais resolução, chegando a 1,84 milhão de pontos, mas ainda não articula.
Ausência do visor
Aqui está o grande problema da Lumix ZS300. A ZS200 tinha um visor eletrônico compacto de 2,36 milhões de pontos, pequeno mas extremamente útil para estabilizar a câmera durante o uso do zoom estendido e para avaliação precisa do foco. A ZS300 simplesmente não tem visor eletrônico. O espaço onde ele deveria estar é uma superfície lisa e vazia.
A ausência do EVF é um retrocesso difícil de justificar. Fotografar com 360mm equivalente segurando a câmera apenas pela tela traseira compromete diretamente a estabilidade da imagem, especialmente com o shutter mecânico limitado a 1/2000s. O visor também era essencial para uso em ambientes externos com sol forte, exatamente o contexto em que uma câmera de viagem superzoom é mais utilizada.
Autofoco e Vídeo
O autofoco da Panasonic Lumix ZS300 também decepciona. A câmera mantém o sistema DFD de detecção por contraste, que foi amplamente utilizado pela Panasonic no passado mas já foi substituído por sistemas híbridos com detecção de fase nas câmeras mais recentes da marca. O DFD era aceitável oito anos atrás, mas mostra sua idade em 2026, especialmente para quem quer fotografar crianças, esportes amadores ou vida selvagem.
O zoom da lente ainda se estende lentamente, e o tempo de inicialização da câmera é um pouco lento para capturas rápidas, dois problemas que já existiam na ZS200 e que não foram corrigidos. O aplicativo Lumix Lab, mais moderno, não é compatível com a ZS300, que exige o uso do aplicativo Lumix Image App mais antigo, sem suporte a receitas e presets personalizados.
No vídeo, a situação é igualmente desanimadora. A gravação em 4K aplica um crop significativo, não há entrada para microfone externo e não existe opção para gravar em 1080p a 24fps. As especificações de vídeo são as mesmas de 2018, período em que eram consideradas razoáveis, mas que hoje ficam atrás até de smartphones de nível médio.
Vale a pena?
A Panasonic Lumix ZS300 ainda faz uma coisa que nenhum celular consegue replicar plenamente: oferecer um zoom óptico real de 15x em um corpo compacto, com controles manuais completos e qualidade de imagem decente. Para quem não usa visor eletrônico e não precisa de vídeo avançado, ela cumpre o papel de câmera de viagem com zoom longo.
Mas é difícil recomendar a ZS300 quando a ZS200 usada oferece basicamente as mesmas especificações, com o benefício do visor eletrônico, por um preço semelhante no mercado secundário. A Panasonic perdeu uma oportunidade clara de modernizar uma linha popular e entregou, na prática, uma versão pior do que já existia.

