Meike encontra brecha na EOS R
Desde o lançamento do mount RF, em meados de 2018, a Canon deixou bem claro que não facilitaria a vida de fabricantes terceiros quando o assunto é lente com autofoco. O sistema, especialmente no full frame, segue praticamente fechado, limitando opções de terceiros.
No entanto, a Meike encontrouresolveu jogar o jogo de outra forma e encontrou uma brecha que pode mudar essa dinâmica.
Jogada da Meike
Em vez de lançar uma lente nativa RF e enfrentar possíveis bloqueios da Canon, a Meike decidiu seguir um caminho mais estratégico. A marca apresentou a nova 85mm f/1.8 Mark II com mount Canon EF, voltada oficialmente para DSLRs, mas pensada desde o início para ser usada em câmeras mirrorless RF por meio de adaptadores EF para RF. Com isso, a empresa evita qualquer infração direta às regras do mount RF e ainda entrega uma experiência muito próxima de uma lente nativa.
O mais interessante é que a Meike também oferece adaptadores próprios que mantêm o foco automático, controle eletrônico de abertura e comunicação com a câmera. Nos modelos mais completos, o adaptador ainda adiciona anel de controle, transmissão de dados EXIF e suporte aos sistemas de estabilização, o que, na prática, faz a lente se comportar como se fosse desenvolvida especificamente para o sistema RF.
Impacto nos Usuários
Essa estratégia coloca uma pulga atrás da orelha da Canon e anima quem usa câmeras EOS R. A solução da Meike abre espaço para lentes com autofoco mais acessíveis, amplia o leque de escolhas para fotógrafos e videomakers. Mesmo sem ser uma lente RF “oficial”, o resultado atende exatamente ao que muitos usuários pedem desde o início do mount.
Reação da Canon
Ainda não está claro se a Canon vai tentar barrar esse tipo de abordagem ou simplesmente ignorar o movimento. O fato é que a Meike mostrou que, mesmo em um sistema fechado, ainda existem caminhos criativos para contornar limitações. Se outras marcas seguirem o mesmo raciocínio, a pressão sobre a Canon para flexibilizar o RF pode aumentar. O jogo está longe de acabar, mas a Meike acaba de provar que criatividade também é uma forma de inovação no mercado fotográfico.
