Lançamento: Sony RX10 V
Como estava programado previamente, a Sony lançou de forma oficial a nova Sony RX10 V, após quase nove anos desde o lançamento da RX10 IV, e a espera gerou expectativas altíssimas.
O resultado é uma câmera que avança de forma expressiva em autofoco, vídeo, ergonomia e bateria, mas que também mostra limitações importantes que o preço inicial pedido é difícil de ignorar.
Design renovado
Um dos aspectos mais elogiados da Sony RX10 V é o redesign do corpo. A câmera abandonou a estética Cyber-shot da geração anterior e adotou uma linguagem visual muito mais próxima das câmeras mirrorless Alpha da Sony, com layout de controles familiar, joystick dedicado para seleção de ponto de autofoco e botão AF-ON, recursos que a RX10 IV simplesmente não tinha.
O visor eletrônico foi completamente atualizado, passando de um painel de 2,36 milhões de pontos para um de 3,69 milhões com maior ampliação. A tela traseira ganhou mais resolução, mas mantém a articulação apenas para cima e para baixo, sem o mecanismo totalmente articulado que muitos esperavam. O grip é maior e mais confortável, e a câmera passou a usar a bateria NP-FZ100, a mesma das câmeras Alpha, com mais de 50% de autonomia adicional em relação à geração anterior.
Sensor e Lente
Uma das escolhas mais controversas da Sony foi manter o mesmo sensor e a mesma lente da RX10 IV. O sensor Exmor RS CMOS empilhado de 20 megapixels no formato de 1 polegada e a lente Zeiss Vario-Sonnar equivalente a 24-600mm f/2.4-4 seguem sendo o coração da câmera, sem mudanças significativas na óptica ou na resolução.
Para quem esperava um salto de sensor, isso pode decepcionar. Para quem entende que essa combinação segue sendo uma das mais versáteis disponíveis em uma câmera com lente fixa, é uma continuidade inteligente. O alcance de 600mm equivalente em um corpo portátil segue sendo praticamente impossível de replicar em qualquer outro formato a um custo similar.
Autofoco com IA
O processador Bionz XR, o mesmo presente na Sony A7 V e na A7R VI, trouxe à Sony RX10 V um sistema de autofoco com reconhecimento de sujeitos por IA que simplesmente não existia na geração anterior. Com 557 pontos de detecção de fase cobrindo 70,6% do sensor, a câmera agora rastreia humanos, animais, pássaros, insetos, aviões, carros e trens em tempo real, com uma precisão muito próxima à das câmeras mirrorless modernas da Sony.
O disparo contínuo subiu de 24fps para 30fps sem blackout no visor, com cálculos de AF/AE a 60 vezes por segundo. Para fotografia de vida selvagem, aves em voo e qualquer sujeito em movimento, essa melhoria é transformadora e representa o maior salto de geração da câmera.
Gravação de vídeo
Se no campo da fotografia as melhorias são sólidas mas não revolucionárias, no vídeo a RX10 V deu um salto expressivo. A câmera agora grava em 4K/60p com cobertura total do sensor e em 4K/120p com leve crop, além de suportar gravação em 10 bits 4:2:2 com S-Log3, LUTs personalizadas, S-Cinetone, S&Q e transmissão ao vivo em 4K, recursos completamente ausentes na RX10 IV. Para criadores de conteúdo que buscam uma câmera de viagem polivalente com alcance zoom extremo e boa qualidade de vídeo, ela é de longe a melhor opção disponível na categoria.
Vale a pena?
Sem dúvidas, a Sony RX10 V é uma das melhores câmeras bridges no mercado atual. Para quem quer alcance extremo, autofoco moderno e boa qualidade de vídeo em um único corpo sem precisar gerenciar um sistema de lentes, ela não tem concorrente real. As limitações em alta sensibilidade e o preço elevado são os únicos argumentos contrários, mas para o perfil certo, essa câmera entrega exatamente o que promete.


