Panasonic Lumix G9 II chega ao Brasil

A Panasonic Lumix G9 II finalmente chegou ao Brasil e promete agitar o mercado de câmeras mirrorless por aqui. Voltada para fotógrafos que buscam alto desempenho em um corpo compacto e versátil, ela chega como uma evolução significativa em relação ao modelo anterior, trazendo melhorias em praticamente todas as frentes: autofoco, estabilização, captura em rajada e recursos de vídeo. Para quem estava esperando uma opção robusta no sistema Micro Quatro Terços, a espera valeu a pena.

Mudança em relação a versão anterior

Apesar do nome sugerir uma evolução discreta, a Lumix G9 II é uma câmera completamente diferente da sua antecessora. O design foi amplamente revisado e os recursos internos amadureceram bastante. O sensor Live MOS de 25,2 megapixels, combinado com um novo sistema de autofoco por detecção de fase, coloca essa câmera em outro patamar dentro do sistema MFT.

O reconhecimento de sujeitos evoluiu e agora abrange humanos (corpo, rosto e olho), animais, carros e motos. A faixa de ISO vai de 50 até 25.600, e o obturador mecânico chega a 1/8.000s, enquanto o eletrônico alcança 1/32.000s, o que oferece grande flexibilidade em diferentes condições de luz.

Estabilização e Disparo

Um dos pontos mais elogiados da Panasonic Lumix G9 II é o seu sistema de estabilização de imagem, avaliado em até 8 stops, cerca de 1,5 stop a mais em relação ao modelo anterior. Na prática, isso significa que é possível fotografar em situações de pouca luz com velocidades de obturador muito mais baixas sem comprometer a nitidez da imagem.

No quesito velocidade, a câmera atira a 14 quadros por segundo no modo de foco simples e a 10 quadros por segundo com autofoco contínuo ativado. No modo RAW burst, os números sobem para 75 fps e 60 fps com autofoco contínuo, respectivamente. Há ainda pré-gravação de até 1,5 segundo, garantindo que nenhum momento decisivo seja perdido.

Qualidade de Imagem

O sensor MFT possui fator de corte de 2x, o que favorece o uso de teleobjetivas e também permite o uso de lentes menores e mais compactas. A câmera oferece 13 stops de alcance dinâmico segundo o fabricante, e na prática é possível recuperar até quatro ou cinco stops em arquivos RAW subexpostos sem introduzir ruído excessivo.

O ruído começa a aparecer de forma visível a partir de ISO 3.200 e torna-se mais evidente em ISO 6.400, o que é esperado para um sensor desse tamanho. Ainda assim, com o auxílio de softwares de redução de ruído, o resultado final segue satisfatório em grande parte das situações.

Recursos Extras

A Panasonic Lumix G9 II vai além do básico com uma série de funcionalidades que ampliam o potencial criativo do fotógrafo. O modo Super Resolução permite capturar imagens de até 100 megapixels sem tripé e com compensação para sujeitos em movimento. Há também o modo de visão noturna, que altera a tela LCD e o EVF para vermelho e preserva a visão do fotógrafo em ambientes escuros, além do live composite para fotografia de longa exposição seletiva.

Para vídeo, a câmera suporta gravação em Apple ProRes, formatos como 5.8K/30p, 4K/60p e 120p, além de permitir gravar diretamente em um SSD externo via USB. O slot HDMI e a opção de descompressão anamórfica completam um pacote bastante robusto para produtores audiovisuais.

Compensa o investimento?

A chegada da Panasonic Lumix G9 II ao Brasil é uma ótima notícia para quem busca uma câmera mirrorless capaz, compacta e com excelente custo-benefício dentro do sistema MFT. Com autofoco rápido e preciso, estabilização de alto nível, disparo contínuo impressionante e recursos de vídeo profissionais, ela se posiciona como uma das opções mais completas do mercado para fotógrafos e cinegrafistas que não abrem mão de qualidade em um corpo ágil e resistente.

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